As pragas do Egito começam — Parte 5 (Êxodo 7–10)

Introdução para pais e responsáveis

A série “A Bíblia passo a passo para crianças” foi criada para ajudar famílias a caminharem juntas pela história da Bíblia, acompanhando cada livro em ordem, com fidelidade às Escrituras e linguagem acessível. Nesta série apresentamos também êxodo para crianças, explicando a narrativa bíblica com cuidado, profundidade e responsabilidade espiritual.

Na parte anterior, vimos como Moisés voltou ao Egito e começou a falar com o faraó, transmitindo a mensagem de Deus para que o povo de Israel fosse libertado da escravidão. No entanto, o governante do Egito recusou ouvir e ainda tornou o trabalho dos israelitas mais pesado.

Nesta parte da história, baseada em Êxodo 7–10, Deus começa a mostrar Seu poder por meio de sinais e pragas que atingem o Egito. Esses acontecimentos revelam que o Senhor está acima de qualquer governante e de qualquer força da natureza.

Ao mesmo tempo, vemos que o faraó continua resistindo e endurecendo o coração diante das advertências de Deus. Assim, a criança pode perceber que Deus está no controle da história e que Seu poder é maior do que qualquer autoridade humana.

Moisés transforma as águas do rio Nilo em sangue diante do faraó, durante as pragas do Egito.

Deus prepara Moisés para enfrentar Faraó

Depois que Deus reafirmou Suas promessas a Moisés, chegou o momento de continuar o confronto com o faraó. O Senhor falou novamente com Moisés e explicou como os próximos acontecimentos iriam se desenrolar.

Deus disse que Moisés falaria as palavras que Ele ordenasse, e Arão, seu irmão, ajudaria transmitindo a mensagem ao faraó. Assim, Moisés receberia as instruções de Deus e Arão falaria diante do governante do Egito.

O Senhor também avisou que o faraó não ouviria facilmente aquelas palavras. Seu coração seria endurecido, e ele resistiria às ordens de Deus. Mesmo assim, Deus explicou que tudo fazia parte de um plano maior.

Por meio dessa resistência do faraó, o Senhor mostraria Seu poder de forma clara diante do Egito. Sinais e maravilhas aconteceriam na terra, e tanto os egípcios quanto os israelitas veriam que o Deus de Israel era o verdadeiro Senhor.

Deus disse que chegaria o momento em que o Egito reconheceria que Ele é o Senhor. Quando os sinais começassem a acontecer e o poder de Deus se tornasse evidente, ninguém poderia ignorar aquilo que estava acontecendo.

Assim, antes mesmo das pragas começarem, Deus estava preparando Moisés para entender que os acontecimentos não seriam rápidos nem fáceis. O faraó resistiria, mas o Senhor continuaria agindo até cumprir Seu propósito.

Dessa forma, a libertação do povo de Israel não aconteceria apenas como uma saída silenciosa do Egito. Ela mostraria de maneira clara que o poder de Deus era maior do que qualquer governante ou qualquer força daquela terra.

O cajado que se torna serpente

Depois de receber as orientações de Deus, Moisés e Arão foram novamente até o faraó. Como o Senhor havia dito, eles deveriam mostrar um sinal diante do governante do Egito.

Arão então lançou seu cajado no chão diante do faraó e de seus servos. De repente, o cajado se transformou em uma serpente. Esse sinal mostrava que o poder de Deus estava com eles e que a mensagem que traziam vinha do Senhor.

Mas o faraó chamou os sábios e magos do Egito. Esses homens também fizeram algo semelhante usando seus conhecimentos e práticas. Eles lançaram seus cajados no chão, e cada um deles também se transformou em serpente.

Por um momento, parecia que os sinais eram iguais. No entanto, algo importante aconteceu logo em seguida. A serpente que havia surgido do cajado de Arão engoliu as serpentes dos magos.

Assim, mesmo diante da tentativa de imitar o sinal, ficou claro que o poder de Deus era maior.

Ainda assim, o faraó não mudou de atitude. Seu coração continuou endurecido, exatamente como Deus havia dito que aconteceria. Ele não quis ouvir Moisés e Arão e não permitiu que o povo de Israel partisse.

Esse momento marcou o início de uma série de acontecimentos que mostrariam, cada vez mais claramente, o poder de Deus sobre o Egito. Mesmo diante dos sinais, o faraó continuava resistindo, e o confronto entre o governante do Egito e o Deus de Israel estava apenas começando.

As primeiras pragas

Como o faraó não quis ouvir o aviso de Deus, os primeiros sinais começaram a acontecer no Egito. O Senhor disse a Moisés que fosse até o rio Nilo pela manhã, quando o faraó estivesse perto das águas, e repetisse a mensagem de Deus.

Moisés anunciou que, porque o faraó havia se recusado a obedecer, o Senhor transformaria a água do rio em sangue. Então Arão levantou o cajado e tocou nas águas do Nilo. Imediatamente a água do rio se transformou em sangue.

Os peixes morreram, o rio começou a cheirar mal, e os egípcios não conseguiam mais beber daquela água. Não apenas o Nilo foi afetado, mas também a água que estava em recipientes e reservatórios.

Mesmo assim, o faraó não mudou de atitude.

Depois disso, veio outra praga. Rãs começaram a sair do rio e se espalhar por todo o Egito. Elas entravam nas casas, nos quartos e até nos lugares onde as pessoas preparavam comida. O país inteiro ficou cheio de rãs.

O faraó então chamou Moisés e Arão e pediu que orassem a Deus para que as rãs fossem retiradas. Moisés pediu ao Senhor, e as rãs morreram. No entanto, quando o problema passou, o faraó voltou a endurecer o coração.

Logo depois veio outra praga. O pó da terra se transformou em pequenos insetos que se espalharam por pessoas e animais. Até os magos do Egito tentaram repetir aquele sinal, mas não conseguiram.

Nesse momento, eles disseram ao faraó que aquilo era “o dedo de Deus”. Mesmo assim, o governante do Egito continuou sem ouvir a mensagem de Deus.

As pragas se tornam mais severas

Mesmo depois das primeiras pragas, o faraó continuou resistindo. Por isso, novos sinais começaram a acontecer no Egito. Dessa vez, as pragas se tornaram ainda mais difíceis para os egípcios.

Primeiro vieram grandes enxames de moscas que se espalharam pelo país. As casas, as ruas e os palácios ficaram cheios desses insetos. No entanto, algo diferente aconteceu dessa vez. A região onde o povo de Israel vivia não foi atingida pela praga. Assim, ficava claro que Deus estava protegendo o Seu povo.

Diante disso, o faraó chamou Moisés e disse que permitiria que os israelitas adorassem a Deus. Mas queria que fizessem isso sem sair do Egito. Moisés explicou que o Senhor havia pedido que o povo fosse ao deserto para prestar culto. O faraó então prometeu deixá-los ir, desde que Moisés orasse para que as moscas desaparecessem.

Moisés orou, e as moscas foram retiradas. Mas, novamente, o faraó mudou de ideia e não deixou o povo partir.

Depois disso, outra praga atingiu o Egito. Uma doença se espalhou entre os animais dos egípcios, atingindo cavalos, jumentos, camelos, bois e ovelhas. Mais uma vez, os animais dos israelitas não foram atingidos.

Mesmo vendo essa diferença, o faraó continuou com o coração endurecido.

Em seguida veio outra praga. Feridas dolorosas apareceram na pele das pessoas e dos animais. Até os magos do Egito sofreram com essas feridas e não conseguiam mais ficar diante de Moisés.

Apesar de tudo isso, o faraó ainda não estava disposto a obedecer a Deus.

O Egito começa a reconhecer o poder de Deus

Mesmo depois de tantas pragas, o faraó ainda resistia. Então Deus enviou novos sinais que trouxeram ainda mais impacto sobre o Egito.

Primeiro veio uma forte tempestade com granizo. Nunca antes havia acontecido algo assim naquela terra. Pedras de gelo caíam do céu junto com trovões e fogo, destruindo plantações, árvores e tudo o que estava nos campos.

Antes que a tempestade começasse, Moisés havia avisado que quem recolhesse seus animais e servos para dentro das casas estaria protegido. Alguns egípcios passaram a levar essa mensagem a sério e buscaram abrigo. Outros não deram atenção ao aviso e sofreram grandes perdas.

Diante dessa situação, o faraó chamou Moisés e Arão. Ele reconheceu que havia errado e pediu que Moisés orasse para que a tempestade parasse. Moisés orou, e o granizo cessou. No entanto, quando o perigo passou, o faraó voltou a endurecer o coração.

Depois disso veio outra praga. Grandes nuvens de gafanhotos cobriram o Egito. Esses insetos devoraram tudo o que ainda restava das plantações e das árvores que não haviam sido destruídas pela tempestade.

Mais uma vez o faraó pediu que Moisés orasse para que aquela praga fosse retirada. Deus enviou um vento forte que levou os gafanhotos embora. Mas o faraó continuou se recusando a libertar o povo.

Por fim, uma grande escuridão cobriu o Egito durante três dias. As pessoas quase não conseguiam se mover ou ver umas às outras. Porém, nas casas do povo de Israel havia luz.

Mesmo diante de tudo isso, o faraó ainda não estava disposto a obedecer a Deus. O confronto entre o governante do Egito e o Senhor ainda não havia terminado.

Aplicação para a criança

As pragas do Egito mostram que Deus tem poder sobre toda a criação. Os rios, os animais, o clima e até a luz estão sob o controle do Senhor. Enquanto o faraó pensava que era o governante mais poderoso da terra, Deus mostrava que Seu poder era muito maior.

Também aprendemos algo importante sobre o coração humano. O faraó viu muitos sinais e teve várias oportunidades de mudar de atitude. Em alguns momentos ele até prometeu deixar o povo partir, mas depois voltava atrás e continuava desobedecendo.

Isso nos ensina que não devemos endurecer o coração quando sabemos o que é certo. Quando Deus nos mostra o caminho, o melhor é ouvir e obedecer.

A história também mostra que Deus cuidava do povo de Israel. Enquanto muitas pragas atingiam o Egito, Deus protegia os israelitas. Isso lembrava ao povo que o Senhor estava atento à situação deles.

Assim, mesmo em meio a acontecimentos difíceis, Deus estava conduzindo a história e preparando o caminho para libertar o Seu povo.

Perguntas para conversar em família

Por que Deus enviou sinais e pragas sobre o Egito?

Como Faraó reagia depois de cada praga?

O que significa ter o coração endurecido?

Como Deus cuidou do povo de Israel durante as pragas?

O que essa história nos ensina sobre obedecer a Deus?

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